Laurentino Alves

Laurentino AlvesO selvagem adora ídolos de madeira e de pedra. O Homem civilizado adora ídolos de carne e osso” – Bernard Shaw.

Antes de emitir o meu douto parecer sobre este trabalho, importa lembrar que sou atento seguidor das bandas do Sérgio Castro e esta romaria já ronda as 4 décadas. A única bez que ele me desgostou foi quando o conheci pessoalmente, altura em que fiquei a saber, por linhas trabessas, que ele come, bebe e mija como um qualquer mortal e eu num taba preparado para essa realidade. Para mim, um músico sempre foi um semi-deus e o Serjom, como poucos, atingiu o patamar de 3/4 de deus. Confere-lhe alguma responsabilidade – há que dize-lo – até porque as expectatibas do que iria oubir (e ber) neste “Surge” eram enormes. É que eu ainda não curei o stress pós-traumático do “Bem Bom” e “Quero que você me aqueça neste inverno”, hits a solo com que Reininho nos brindou no outono da sua carreira. Isto é o mesmo que dizer que eu estaba preparado para as probabilidades de oubir neste álbum uma bersom do “Fernando Farinha” ou “Lenita Gentil”. Mas depois beio-me à memória o “Das Turmêntas há Boua Esperança” e enchi-me de fé.
As expectatibas do que iria oubir (e ber) neste “Surge” eram enormes.
“Surge” debia ter uma ediçom limitada e numerada mas mesmo assim já tem um lugar de destaque nas minhas quintas. Oubir este CD é como biajar pelas entranhas do Sérgio Castro e conhecer o que ele tem de mais intimo. O Sergio Castro tem o mérito de ter fecundado esta cria musical, mas eu também me sinto de parabéns por acreditar que ele só podia ter parido algo de fantástico. E assim se fez! Grande Sérgio. Obrigado por permitires que eu interaja contigo. És uma referencia e enquanto estiveres com esta pedalada, eu nunca terei medo de envelhecer. Abrassom.
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